Domingo, Agosto 30, 2009
novidades
Se alguém vislumbrar novidades, já nem falo de reformas, na área da saúde dos programas partidários do Centrão para as próximas eleições, por favor, avise. Obrigado.
Quarta-feira, Maio 06, 2009
Sábado, Fevereiro 07, 2009
Vozes de burro chegam ao céu?
A propósito de algumas declarações recentes do Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos, recordamos o que foi publicado no Destak, em 18.09.2007:
«Qualquer aluno de gestão do primeiro ano sabe que um controlo que provoca rigidez diminui a produtividade. Temos a certeza de que o Ministério encontrou outra forma de poupar dinheiro que é diminuir o que os médicos fazem, ao tratar menos doentes. Só temos que dar os parabéns ao ministro por esta esperteza», referiu à Lusa o Bastonário Pedro Nunes.
E prosseguiu, alvitrando:
«Se começasse ao meio-dia e soubesse que poderia terminar às três, operava e compensava no dia seguinte. Em todos os sítios do mundo onde foram instituídos controlos rígidos de presença em actividades intelectuais, como a medicina ou o jornalismo, a produtividade diminuiu», argumentou.
E depois concluiu:
«Como o ministro sabe disto, enquanto gestor com experiência, tem necessariamente e objectivamente a vontade de diminuir a produção. É o que quer e o que será feito, é pena para o tratamento dos portugueses porque para nós médicos não nos incomoda ou influencia em nada, tanto faz assinar o livro de ponto ou colocar o dedo no controlo», concluiu.
Então qual é problema de pôr o dedo, se tanto faz?
E depois: quem lhe disse que só existem horários rígidos? Daaa...!
Porventura, não há ninguém que explique ao homem, devagar e compreensivelmente, que há várias modalidades de horários de trabalho e que os médicos, como todo o funcionário público que se preze, não têm propriamente enjeitado as opções de horário que existem, além de usarem e abusarem de todos os buraquinhos legais para terem um horário que se afeiçoe à sua vida extra-profissional?
«Qualquer aluno de gestão do primeiro ano sabe que um controlo que provoca rigidez diminui a produtividade. Temos a certeza de que o Ministério encontrou outra forma de poupar dinheiro que é diminuir o que os médicos fazem, ao tratar menos doentes. Só temos que dar os parabéns ao ministro por esta esperteza», referiu à Lusa o Bastonário Pedro Nunes.
E prosseguiu, alvitrando:
«Se começasse ao meio-dia e soubesse que poderia terminar às três, operava e compensava no dia seguinte. Em todos os sítios do mundo onde foram instituídos controlos rígidos de presença em actividades intelectuais, como a medicina ou o jornalismo, a produtividade diminuiu», argumentou.
E depois concluiu:
«Como o ministro sabe disto, enquanto gestor com experiência, tem necessariamente e objectivamente a vontade de diminuir a produção. É o que quer e o que será feito, é pena para o tratamento dos portugueses porque para nós médicos não nos incomoda ou influencia em nada, tanto faz assinar o livro de ponto ou colocar o dedo no controlo», concluiu.
Então qual é problema de pôr o dedo, se tanto faz?
E depois: quem lhe disse que só existem horários rígidos? Daaa...!
Porventura, não há ninguém que explique ao homem, devagar e compreensivelmente, que há várias modalidades de horários de trabalho e que os médicos, como todo o funcionário público que se preze, não têm propriamente enjeitado as opções de horário que existem, além de usarem e abusarem de todos os buraquinhos legais para terem um horário que se afeiçoe à sua vida extra-profissional?
Terça-feira, Janeiro 06, 2009
O frio e a banalidade
Hoje anunciaram que as temperaturas vão baixar para as negativas.
Pressurosos, os jornalistas perguntaram a um doutor de medicina o que aconselhava.
Que as pessoas se agasalhem, respondeu. Especialmente os velhos, perdão, os idosos, e as crianças...
Pergunto-me: o que há de errado nisto? Quem pergunta ou quem responde?
Ou somos nós que não somos suficientemente inteligentes para perceber que é indispensável agasalharmo-nos quando faz frio?
Pressurosos, os jornalistas perguntaram a um doutor de medicina o que aconselhava.
Que as pessoas se agasalhem, respondeu. Especialmente os velhos, perdão, os idosos, e as crianças...
Pergunto-me: o que há de errado nisto? Quem pergunta ou quem responde?
Ou somos nós que não somos suficientemente inteligentes para perceber que é indispensável agasalharmo-nos quando faz frio?
Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008
Marchar, marchar!
A nova ministra da saúde visitou um centro hospitalar e adivinhem quem a acompanhou?
Presságio escatológico?
Presságio escatológico?
Quarta-feira, Setembro 26, 2007
20. Acordaram
Badalou-se muito a denúncia do Dr. Jorge Espírito Santo, Presidente do Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos sobre a recusa de um hospital em adquirir um medicamento inovador prescrito por um dos seus pares. Convém assentar e acentuar algumas minudências, porque parece que ficámos todos embasbacados a olhar para a palavra "recusar".
1. A recusa foi fundamentada e suportada num parecer da Comissão de Farmácia e Terapêutica do hospital em causa. Estas comissões são constituídas por técnicos - médicos, farmacêuticos e o Director Clínico - e não por curiosos.
2. Não se percebe como é que a situação será "dirimida" nos órgãos da OM... porventura com penas disciplinares, ralhetes e raspanetes? Ou pensa o senhor doutor interceder junto dos órgãos da Ordem para comparticiparem na despesa do medicamento inovador? (risquem o que não interessa)
3. A falta de normas orientadoras terapêuticas a nível nacional devem-se a quem e a que interesses? Diziam que punha em crise a autonomia técnica, científica e profissional dos médicos... e ficámos por aí, não foi!? Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas...
4. Finalmente, porque acordou o Dr. Jorge Espírito Santo? Porque houve uma queixa? E as dezenas, porventura milhares de queixas sobre negligência, ligeireza e desrespeito dos mais elementares direitos dos doentes?
1. A recusa foi fundamentada e suportada num parecer da Comissão de Farmácia e Terapêutica do hospital em causa. Estas comissões são constituídas por técnicos - médicos, farmacêuticos e o Director Clínico - e não por curiosos.
2. Não se percebe como é que a situação será "dirimida" nos órgãos da OM... porventura com penas disciplinares, ralhetes e raspanetes? Ou pensa o senhor doutor interceder junto dos órgãos da Ordem para comparticiparem na despesa do medicamento inovador? (risquem o que não interessa)
3. A falta de normas orientadoras terapêuticas a nível nacional devem-se a quem e a que interesses? Diziam que punha em crise a autonomia técnica, científica e profissional dos médicos... e ficámos por aí, não foi!? Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas...
4. Finalmente, porque acordou o Dr. Jorge Espírito Santo? Porque houve uma queixa? E as dezenas, porventura milhares de queixas sobre negligência, ligeireza e desrespeito dos mais elementares direitos dos doentes?
Quinta-feira, Agosto 30, 2007
19. Consultas
Num sistema que reivindica ser orientado para as necessidades do doente (actualmente também conhecido por cliente), por que razão as USF não proporcionam consultas programadas entre as 16h e as 20h00? E já agora, porque é que os centros de saúde também não o fazem?
Dúvidas, dúvidas...
Dúvidas, dúvidas...
Quarta-feira, Maio 30, 2007
18. Está quase!

Já se sabe que o ansiado processo negocial sobre o decreto-lei que regulará as USF está na fase final de aprovação. Afinal, tudo se tratava de obter mais autonomia de gestão, mais dinheiro para aquisição de bens e serviços sem dar cavaco a ninguém e, sobretudo, mais euros para quem mais trabalha.
Sendo elementar que deve ganhar mais quem mais trabalha, nós por cá, no exercício sempre tenebroso da dúvida metódica, perguntamos: e quem se atreverá a rescindir o "contrato" quando as USF não cumprirem o que assinaram? Pois esta também será uma faculdade elementar de quem paga muito pelo pouco que se fizer...
Terça-feira, Maio 22, 2007
17. Adivinha
Qual é o hospital, qual é ele, que indemniza os trabalhadores com contratos a termo certo quando são os próprios trabalhadores a denunciar ou a declarar não pretenderem renovar os contratos?
Terça-feira, Maio 15, 2007
16. Mais taxas moderadoras
Esta conversa sobre peritos chiliquentos que ameaçam demitir-se à primeira contrariedade, que depois dão uns ultimatos porque não lhes fazem a vontade e finalmente demitem-se depois de entregarem trabalho, deixam-me perplexo.
Funcionam publicamente como de facto parecem ser em privado: vaidosos, altivos e altaneiros. Esforçam-se por não perceberem que não lhes cabe decidir, cabe-lhe apenas informar, fundamentar, contextualizar. A parte decisória cabe a outros.
Mas eles tudo confundem, e não sabem ou não querem saber que há coisas na vida que não depende deles. O resultado do trabalho é deles, sim senhor. Mas ninguém votou neles para decidirem no lugar de quem foi eleito pelo povo.
No fundo, no fundo, esta trupe de peritos que infligem julgamentos ao políticos, acham que somos todos tolos. Adquiriram o hábito de se especializarem em nichos e bolsarem o primeiro juízo de desvalor em relação a tudo e a todos que os contrariem e o resultado é este: demitem-se de uma comissão para avaliar a sustentabilidade financeira do SNS que já não tem muito mais para fazer.
Another day, another dollar.
Funcionam publicamente como de facto parecem ser em privado: vaidosos, altivos e altaneiros. Esforçam-se por não perceberem que não lhes cabe decidir, cabe-lhe apenas informar, fundamentar, contextualizar. A parte decisória cabe a outros.
Mas eles tudo confundem, e não sabem ou não querem saber que há coisas na vida que não depende deles. O resultado do trabalho é deles, sim senhor. Mas ninguém votou neles para decidirem no lugar de quem foi eleito pelo povo.
No fundo, no fundo, esta trupe de peritos que infligem julgamentos ao políticos, acham que somos todos tolos. Adquiriram o hábito de se especializarem em nichos e bolsarem o primeiro juízo de desvalor em relação a tudo e a todos que os contrariem e o resultado é este: demitem-se de uma comissão para avaliar a sustentabilidade financeira do SNS que já não tem muito mais para fazer.
Another day, another dollar.
Quinta-feira, Maio 10, 2007
15. Cheira-me
que se prepara uma violenta reestruturação dos centros de saúde da Área Metropolitana de Lisboa que irá deitar para fora da panela mais uns quantos funcionários públicos. Vai ser uma "fusion" seguida de "resizing".
Aceitam-se nomes para os candidatos dos futuros Conselhos de Administração desses novos centros de saúde que se casarão com hospitais e viverão em união de facto uns com os outros.
Aceitam-se nomes para os candidatos dos futuros Conselhos de Administração desses novos centros de saúde que se casarão com hospitais e viverão em união de facto uns com os outros.
Sábado, Abril 28, 2007
14. Fui ao médico
Aqui há dias fui ao médico, num centro de saúde onde existe uma USF, e descobri o segredo e a alma do negócio da produtividade e eficiência; além, claro está, do ordenado melhorado.
Eu: "Sr.ª doutora, dói-me imenso a garganta, sinto-a inchada e dói-me imenso o ouvido direito!"
Doutora: "Mais alguma coisa?"
Eu: "Não" - e já é muito, pensava eu.
Não me viu a garganta nem espreitou o ouvido. E sem levantar a cabeça prescreveu um antibiótico.
Ainda perguntei: "Já está?"
E ela: "Já."
Olhei para o relógio: eram 19h58 e percebi que ela queria ir embora... Nos próximos dias vou ler a minha Enciclopédia de Saúde (em fascículos) e vou apresentar um projecto para constituir uma USF. Vou aproveitar a sigla e chamar-lhe "Unidade Sempre a Facturar".
Eu: "Sr.ª doutora, dói-me imenso a garganta, sinto-a inchada e dói-me imenso o ouvido direito!"
Doutora: "Mais alguma coisa?"
Eu: "Não" - e já é muito, pensava eu.
Não me viu a garganta nem espreitou o ouvido. E sem levantar a cabeça prescreveu um antibiótico.
Ainda perguntei: "Já está?"
E ela: "Já."
Olhei para o relógio: eram 19h58 e percebi que ela queria ir embora... Nos próximos dias vou ler a minha Enciclopédia de Saúde (em fascículos) e vou apresentar um projecto para constituir uma USF. Vou aproveitar a sigla e chamar-lhe "Unidade Sempre a Facturar".
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